Nossa turma do 5º Ano C, da Escola Municipal Paulo Freire, traz esse tema em sala de aula para que possamos refletir em sala e fora das paredes da escola mostrando que somos um povo inclusivo, mas ainda assim sofremos com ideias preconceituosas enraizadas em nossa criação.
Vivemos a busca pela aceitação da diversidade e do empoderamento das minorias. No entanto, apesar desse cenário de mudança, o preconceito ainda está presente em todo lugar e na sala de aula não é diferente. Isso acontece porque a escola é um ambiente em que crianças e adolescentes exercem e sofrem uma enorme pressão dos pares por aceitação e popularidade, tornando-se um ambiente propício para o preconceito e a discriminação.
Como educadora sei que esse comportamento surge da insegurança e da pressão por se despontar da maioria. Nesse sentido, quando falamos de inclusão, precisamos deixar claro para nossas crianças que existem outras maneiras de se destacar que não inclua diminuir o coleguinha. A discriminação vem do desejo de valorizar a si próprio pela diminuição dos demais, ainda que seja “na brincadeira”. Essa prática pode ser observada nos apelidos, dificilmente você encontra um apelido realçando um aspecto positivo sobre alguém!
Desde que a palavra “Bullying” surgiu e se popularizou, muitos de nós tivemos a oportunidade de perceber que estávamos vivendo em um sistema injusto onde “zoar” alguém era divertido, quando na verdade não tem nada de produtivo nisso.
Portanto a melhor forma de combater a discriminação é promover o debate, afinal de contas, a escola é um lugar de formação e aprendizado e isso não se restringe aos educandos. Assim nasceu o projeto XÔ PRECONCEITO, que a cada aula, trabalho realizado pelos alunos eles possam perceber que podemos nos ajustar e aprender uma maneira diferente de pensar, descobrindo que o diferente também é bom, pois nos ajuda a olhar por outra perspectiva.
Se o preconceito é construído pela sociedade, para erradicá-lo é preciso contar com a desconstrução, percorrendo o caminho inverso. Isso pode ser feito em sala, ensinando o estudante a se colocar no lugar do outro e enxergar que são as diferenças que nos constroem por isso devemos acolher e respeitar.
*Cleuza Assunção Malheiros – Professora