Brasnorte: Prefeito vai ao STF contra ampliação de demarcação de terra indígena

Crédito: Divulgação

Pedido ao Supremo atende a demanda de produtores e famílias do campo que não conseguem produzir por causa desse impasse. Problema se arrasta por anos.

A ação que o município busca suspender prevê aumentar de 47.094 mil hectares para 186.648 hectares o território indígena.

O pedido da prefeitura foi negado pelo ministro Edson Fachin nesta terça-feira (10), em decisão monocrática, e agora segue a plenário para votação colegiada.

Ferrari afirma que a ampliação vai prejudicar famílias que adquiriram terras na região há cerca de 40 anos, mas que não produzem por causa desse impasse.

“Não há necessidade da ampliação, porque a terra indígena já é extensa hoje e improdutiva por enquanto”, argumenta.

O prefeito diz que sempre se manifestou favorável aos indígenas produzirem na área já existe e que muitos já disseram que não têm interesse nessa ampliação.

Segundo ele, o assunto vem se arrastando por anos na região e a atual gestão foi a primeira a apoiar a causa e a se manifestar abertamente.

“O município nunca se manifestou antes. Nós somos a primeira gestão a abraçar esse assunto, tanto é assim que entramos com esse pedido para suspender a eficácia da decisão da Justiça Federal que concedeu a liminar determinando o prosseguimento da demarcação da Terra Indígena”, explica.

A Terra Indígena Menkü possui 47.094 hectares demarcados conforme a Constituição de 1988. Na área vivem 130 indígenas da etnia Myky.

A ideia do pedido é ajudar moradores e produtores, que, atualmente, não conseguem nem fazer empréstimos para custear a produção porque as terras constam como parte de um estudo para a demarcação, além de melhorar a economia do município.

“Não vamos fugir à luta. Vamos tentar ajudar no que for possível, porque com essa medida o município deixa de arrecadar e de fomentar a produção desses produtores, dessas famílias do campo”, enfatiza.

Para ele, a região tem grande potencial econômico e social a ser aproveitado, caso o pedido encaminhado por ele seja validado pelo plenário do STF.

“É importante frisar que nós não perdemos a ação, somente a liminar que foi indeferida. Por fim, quem perde com isso somos todos nós, comerciantes, proprietários e as famílias. Mas posiciono firme nesta causa e vamos continuar lutando em prol deste objetivo”, pontua.

Autor: WS Repórter

Mais notícias

Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos
ALMT realiza Assembleia Itinerante no Show Safra 2026 em Lucas do Rio Verde
Nova tecnologia a laser pode manter drones voando por semanas
Bandidos batem SUV em caminhão guincho, abandonam com armas e fogem a pé
Patrulha Rural impede furto de gado e prende quadrilha em flagrante
Idoso que transferiu R$ 23 mil equivocadamente consegue reaver o seu dinheiro
Itanhangá: Prefeito destaca obras do Governo: “estão mudando a vida das pessoas do nosso município”
Tapurah: PM e PJC localizam faccionados suspeitos por tentativa de sequestro
Deserto do Atacama surpreende cientistas com vida escondida no solo
Polícia Civil prende 5 homens por furto de peças de carnes nobres de supermercado
Déficit de armazenagem pressiona produtores e reduz rentabilidade em Mato Grosso
Inseticida é inútil contra baratas, ácido bórico é melhor